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•janeiro 6, 2011 • Deixe um comentário

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Muito obrigado!

Embrulho

•janeiro 5, 2011 • Deixe um comentário

 

Exposto na bebida do amar qualquer vento

Nu, sujo, mau cheiro nos lábios de álcool e algo…

Pedalou pelas curvas do afeto,

Caiu nas calçadas do acaso,

E, imensamente inquieto levou entre o peito e a roda um grande embrulho;

Um presente de grandes laços em enlaces!

Como um cristal, o homem de amor e alucinações equilibrava-se na escuridão das ruas,

Transparente como um cristal.

Forte, firme.

Tratou a calúnia como um belo gole,

Bebeu-a prazerosamente

Sonhou a mulher como uma bela música,

Ouviu-a incansavelmente.

O homem pedalou mais…

No quase pé da amada de boca ao chão apresentou-lhe o embrulho,

De grandes laços e enlaces

Ela sorriu, e o bêbado desfez-se naquele sorriso.

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Lucas Forlevisi 05.01.2011

Conto da Lua

•dezembro 29, 2010 • Deixe um comentário

 

Engraçou-me o canto desafinado com que terminou a noite

(de incansável açoite).

Perturbou-me o meio riso sei lá

Que como um feio botão deixou abrochar!

E foi nessa… de não querer transparecer,

Que escondido no inescondível demo-nos ao nascer.

O batuque do peito as vezes toca um samba difícil de entender.

 

Lucas Forlevisi 28.12.2010

O amor

•dezembro 17, 2010 • Deixe um comentário

Amar é ter esperança. Amar é contemplar. Amar é orar e agir. Amar é esperar. Sempre que amo me sinto mais humano, pois ser humano é amar e amar é ser humano.

Sempre tive esta capacidade, nunca deixei de amar, amava desde criança e agora sou honores causas em amar.

Amo porque sinto e sinto porque amo. Se não pudesse sentir, não poderia amar e por isto amo, amo minha musa, amo meus amigos, amo minha família e amo poder amar. Amar, companheiros, é viver. E viver sem amar, é não viver, pois aquele que nunca amou, com certeza nunca da vida gozou.

E como é bom dizer que ama enquanto pode, pois os entes queridos um dia vão nos deixar, mas tendo a certeza que você nunca deixou de amar. Como é bom amar.

Voltaire um dia disse que temos a vantagem de poder amar sempre, em detrimento aos animais que só amam em determinadas épocas. Concordo com tal tese. No entanto, acredito que com toda esta capacidade faz-se uma armadilha. A armadilha de poder e não fazer. Não amar é matar-se cuidadosamente ao longo de sua vida. Como é ruim não amar.

O amor platônico é a virtuose, a ascese. Mas também é amar. Não ama o divino, ama o homem como um ser puro. Eu diria que todo amor entre humanos é platônico, porque quando se ama, santifica-se a pessoa amada. Um processo natural. Paixão é outra coisa. O porquê de amar é inglório, inexplicável e inexorável. Não vale comentar.

“O amor, em um país de ateus, faria adorar a Divindade” disse o conde de Rochester certa vez, elucidando sobre a capacidade de transformação do amor, força que não se pode negar.

O amor é a mais vitoriosa das revoluções, é o alicerce mor da humanidade, é a força que faz a roda girar. O amor nada mais é – com certeza – o principal motivo de o homem existir. Sem amor não há humanidade.

Felipe Andrade 28/11

Minha bicicleta

•dezembro 17, 2010 • Deixe um comentário

Minha bicicleta me fascina

No pedalar ela extermina

As mais agressivas distâncias

A sensação de liberdade me domina

 

No pé da Japi vejo o passado indígena

Sinto o cheiro da minha infância

Das mais intrépidas aventuras

A mais doce lembrança

 

Lembro das tardes ensolaradas de sábados,

E das incansáveis pedaladas pela minha serra

No ápice da força infante que tivera;

 

Hoje ando com minha nostalgia

Divertindo-me também, mas não como antes

Neste percurso é o passado que me dá alegria

 

Felipe Andrade 03/12 

Desencanto

•dezembro 17, 2010 • Deixe um comentário

Não sinto mais sono,

Não choro mais em qualquer ombro

Não tenho mais sossego

Adquiri uma frieza mórbida.

 

Toda minha inquietude acabou,

Os meus sonhos se findaram,

Nada de mim sobrou.

 

Os dias passam e eu nem me atento,

Não me importo mais com nada

Já não sei mais amar

E nem quero mais tentar.

 

Sou aquela estrela que por milhões de anos brilhou

Mas por um mero desencanto, não mais o fez.

Por não querer e não mais poder.

 

                                                                                                                                                                                                                                                                                  Felipe Andrade, 26/11

Questionário

•dezembro 7, 2010 • Deixe um comentário

 

 

Quanto vale essa palavra?

Quanto vale as letras juntarem-se no esculpir da ternura?

Qual é o preço da tragédia poética?

Como se paga a magia que o olhar rabisca?

Quanto vale essa palavra que seus olhos insistem em me dizer?

 

 

Encasqueta-me o valor da palavra…

 

Lucas Forlevisi 23/11/2010

Aporia: palavra da minha vida

•novembro 30, 2010 • 1 Comentário

Nunca fui de exatidão. Os números para mim parecem algo muito chato. Não falam de amor. Apenas contam a verdade. Provam fatos. Uma chatice. Acabam com a ilusão.

Sou da aporia, do andar sem discernimento, da labuta perene pela felicidade, da busca inglória dos sonhos, mas não da exatidão.  Faço o que coração decide. Mesmo que eu considere arriscado. E posso dizer que na equação pela felicidade, meu resultado ainda está positivo.

Vivo o que posso viver. Sonho sem limites. E penso: se posso sonhar, posso viver. Então, vivo sem limites.  Meu universo não é selvagem. Meus sobressaltos são irrisórios para alguns, mas para mim são a prova da existência do meu espírito libertário.

Não tenho nenhum compêndio, quiçá uma doutrina a seguir, apenas vivo o que está acontecendo. Participo do meu mundo do meu modo. E podem acreditar. Sou muito feliz assim. Muito obrigado por indagar.

Felipe 25/11

Poema disso tudo

•novembro 17, 2010 • 1 Comentário

Derrubei em minha pátria e nação, todas as  lágrimas de estimação;

Escondi-me no fundo do abraço, quando sorrateiro caminhei cada traço…

E precipitado, precipitei-me no precipício de teus lábios.

Suicidei-me.

Logo caído posto a qualquer vento, murmuro frio e contento

As peripécias de um precipício que embora infinito, limita-se no não dito…

E no dito que é mentira, feri o peito, machuca, atira!

Desgostei-me.

 

Lucas Forlevisi 16.11.2010

Tu

•novembro 10, 2010 • 1 Comentário

Parastes o relógio às cinco,

Nas cinco maneiras de correr da morte.

Se for pra morrer que morra nas linhas de meus textos,

Que embora fictícios, reprimem a verdade do tempo.

Amarrastes os ponteiros e todos acabavam apontando ao céu…

No embaralhar dos números confundiu-se a lógica do dia,

E logo a noite era clara e o sol ofuscava as estrelas.

Flanando, o tempo perdera-se no nada!

O dente no charuto e o medo da morte traz a sorte:

 

Morrer belamente,  que é para o que se vive;

Ou seria…

Amar belamente, que é para o que se morre?

 

 

Lucas Forlevisi 09/11/2010

 
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