Mulheres
Exatamente como pediu – Aqui estou!
Vou clamar por uma rebelião, vou exigir isso.
Sem saber para onde correr, vou persistir.
Enquanto você não mudar, tudo vai parar.
Não vai haver natalidade… Todos vão aguardar para chegar.
As estrelas não irão mais brilhar… Para isto terei que subornar.
Mas irei conseguir.
Nem que eu tenha que fazer, o mundo parar de girar por um instante.
Eu vou fazer você olhar e se deparar.
Com todo o meu amor… Este amor que é só seu.
Eu sempre vou te amar.
Não se pode esperar de uma mulher aquele humor pleno que parece que os homens tanto têm.
Porque a mulher se altera com as fases da lua, porque a mulher vive uma decadência a cada variação de temperatura, porque elas não podem contar todos os seus segredos, porque ainda, neste mundo pós-moderno, elas temem desagradar seus respectivos maridos.
Surge aqui, então, o manifesto dos maridos, que repudiam vocês queridas…
Tão belas e tão ingênuas – coitadas…
Nada sabem sobre sua tórrida vida, sobre o domínio que exerce sobre seu homem.
Insistem em brigar por assuntos já superados, suam por uma labuta já executada.
E como disse Rosseau, tem de ser passivas e frágeis, enquanto seus homens devem ser ativos e fortes.
Escondem-se na fragilidade de uma rosa, para guardar o veneno de medusa.
É extremamente surpreende o domínio que elas têm sobre a arte de mentir, algo cativante – ilusório até para elas.
Elas conseguem viver toda uma vida sobre a mentira, simulando prazeres; Uma brincadeira de mau gosto com seus maridos que tanto se esforçam para agradá-las.
São capazes de suicidar-se na porta do paraíso, com a chave na fechadura.
Têm uma grande dificuldade de relevar provocações.
E sempre acham que estão acima da verdade.
São detestáveis e necessárias…
Como as amo e como as odeio…
Aí que amor… Aí que ódio!
Eu amo minha mulher.
E se ela não tivesse qualquer qualidade mencionada acima, assim não seria.
Felipe Andrade 30/04

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