Manchete

Susto no olhar, no olhar meu agir.
Pálido feito à estação,
motivos de singelos outonos justificariam-me.
Carreteiras lembranças inquietadas pintadas de vermelho escuro,
Trilham a camada de átomos e automóveis.
Sentiram diversas coisas nessa manhã.
Relâmpagos e raios desistentes do solo assombraram essa manhã.
O beijo de lábios acordados e o dançar apaixonado, trouxeram a morte,
vestida de longo, com o cálice da existência sobre as mãos.
- Vamos ver o rio?
A beira da ponte forçava o passo, o passo dela que de cabelos cacheados sobre o vento, tinha medo.
No patamar da sobrevivência,
Na altura do desaparecer-se
Perto do Olimpo e a destra de Deus…
Ele a cuspiu sobre a larga rodovia.
Ela dançou pela última vez nessa manhã.
Lucas Forlevisi 07.07.2009

Deixe uma resposta