Desencanto
Não sinto mais sono,
Não choro mais em qualquer ombro
Não tenho mais sossego
Adquiri uma frieza mórbida.
Toda minha inquietude acabou,
Os meus sonhos se findaram,
Nada de mim sobrou.
Os dias passam e eu nem me atento,
Não me importo mais com nada
Já não sei mais amar
E nem quero mais tentar.
Sou aquela estrela que por milhões de anos brilhou
Mas por um mero desencanto, não mais o fez.
Por não querer e não mais poder.
Felipe Andrade, 26/11

