O amor
Amar é ter esperança. Amar é contemplar. Amar é orar e agir. Amar é esperar. Sempre que amo me sinto mais humano, pois ser humano é amar e amar é ser humano.
Sempre tive esta capacidade, nunca deixei de amar, amava desde criança e agora sou honores causas em amar.
Amo porque sinto e sinto porque amo. Se não pudesse sentir, não poderia amar e por isto amo, amo minha musa, amo meus amigos, amo minha família e amo poder amar. Amar, companheiros, é viver. E viver sem amar, é não viver, pois aquele que nunca amou, com certeza nunca da vida gozou.
E como é bom dizer que ama enquanto pode, pois os entes queridos um dia vão nos deixar, mas tendo a certeza que você nunca deixou de amar. Como é bom amar.
Voltaire um dia disse que temos a vantagem de poder amar sempre, em detrimento aos animais que só amam em determinadas épocas. Concordo com tal tese. No entanto, acredito que com toda esta capacidade faz-se uma armadilha. A armadilha de poder e não fazer. Não amar é matar-se cuidadosamente ao longo de sua vida. Como é ruim não amar.
O amor platônico é a virtuose, a ascese. Mas também é amar. Não ama o divino, ama o homem como um ser puro. Eu diria que todo amor entre humanos é platônico, porque quando se ama, santifica-se a pessoa amada. Um processo natural. Paixão é outra coisa. O porquê de amar é inglório, inexplicável e inexorável. Não vale comentar.
“O amor, em um país de ateus, faria adorar a Divindade” disse o conde de Rochester certa vez, elucidando sobre a capacidade de transformação do amor, força que não se pode negar.
O amor é a mais vitoriosa das revoluções, é o alicerce mor da humanidade, é a força que faz a roda girar. O amor nada mais é – com certeza – o principal motivo de o homem existir. Sem amor não há humanidade.
Felipe Andrade 28/11
