Embrulho
Exposto na bebida do amar qualquer vento
Nu, sujo, mau cheiro nos lábios de álcool e algo…
Pedalou pelas curvas do afeto,
Caiu nas calçadas do acaso,
E, imensamente inquieto levou entre o peito e a roda um grande embrulho;
Um presente de grandes laços em enlaces!
Como um cristal, o homem de amor e alucinações equilibrava-se na escuridão das ruas,
Transparente como um cristal.
Forte, firme.
Tratou a calúnia como um belo gole,
Bebeu-a prazerosamente
Sonhou a mulher como uma bela música,
Ouviu-a incansavelmente.
O homem pedalou mais…
No quase pé da amada de boca ao chão apresentou-lhe o embrulho,
De grandes laços e enlaces
Ela sorriu, e o bêbado desfez-se naquele sorriso.
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Lucas Forlevisi 05.01.2011
