Aporia: palavra da minha vida

•novembro 30, 2010 • 1 Comentário

Nunca fui de exatidão. Os números para mim parecem algo muito chato. Não falam de amor. Apenas contam a verdade. Provam fatos. Uma chatice. Acabam com a ilusão.

Sou da aporia, do andar sem discernimento, da labuta perene pela felicidade, da busca inglória dos sonhos, mas não da exatidão.  Faço o que coração decide. Mesmo que eu considere arriscado. E posso dizer que na equação pela felicidade, meu resultado ainda está positivo.

Vivo o que posso viver. Sonho sem limites. E penso: se posso sonhar, posso viver. Então, vivo sem limites.  Meu universo não é selvagem. Meus sobressaltos são irrisórios para alguns, mas para mim são a prova da existência do meu espírito libertário.

Não tenho nenhum compêndio, quiçá uma doutrina a seguir, apenas vivo o que está acontecendo. Participo do meu mundo do meu modo. E podem acreditar. Sou muito feliz assim. Muito obrigado por indagar.

Felipe 25/11

Anúncios

Poema disso tudo

•novembro 17, 2010 • 1 Comentário

Derrubei em minha pátria e nação, todas as  lágrimas de estimação;

Escondi-me no fundo do abraço, quando sorrateiro caminhei cada traço…

E precipitado, precipitei-me no precipício de teus lábios.

Suicidei-me.

Logo caído posto a qualquer vento, murmuro frio e contento

As peripécias de um precipício que embora infinito, limita-se no não dito…

E no dito que é mentira, feri o peito, machuca, atira!

Desgostei-me.

 

Lucas Forlevisi 16.11.2010

Tu

•novembro 10, 2010 • 1 Comentário

Parastes o relógio às cinco,

Nas cinco maneiras de correr da morte.

Se for pra morrer que morra nas linhas de meus textos,

Que embora fictícios, reprimem a verdade do tempo.

Amarrastes os ponteiros e todos acabavam apontando ao céu…

No embaralhar dos números confundiu-se a lógica do dia,

E logo a noite era clara e o sol ofuscava as estrelas.

Flanando, o tempo perdera-se no nada!

O dente no charuto e o medo da morte traz a sorte:

 

Morrer belamente,  que é para o que se vive;

Ou seria…

Amar belamente, que é para o que se morre?

 

 

Lucas Forlevisi 09/11/2010

Mentira de Raul

•novembro 8, 2010 • Deixe um comentário

Escuro, chuva palhaço viela

Umbrella!

Corrompido colorido corroído,

Lixo sorte

New York.

Bem vestido revestido transvertido

O palhaço a fome e o não sei,

Ok.

Modo barba barbariza o resto que se come,

Mata-se a fome

No deguste da lixeira o convite da fissura:

Do you want to promenade with me?

 

A cá a viela é escura e eu como lixo e passeio com um palhaço,

A cá tem um lixo que se come

A cá a saudade é enorme.

 

– No Brasil as coisas são mais normais.

 

Lucas Forlevisi 24/10/2010

Por uma questão de coerência

•outubro 13, 2010 • Deixe um comentário

Os sujeitos deste blog,

Não sofrem de egoísmo pleno,

Querem ver o Brasil em frente

Por isso apoiam e querem Dilma presidente!

 

Felipe Andrade 12/10 

O motivo do meu medo

•outubro 7, 2010 • Deixe um comentário

Sempre me perguntam se tenho medo,

Respondo que sim: o óbvio para qualquer ser humano,

Sei que perguntam para obter conforto, para não ser o mais fraco,

Mas meu medo é meu, somente eu o sinto, não divido com ninguém

Desde que nasci é inexorável, e muda somente de contexto.

Meu medo vem do meu âmago.

 

Vindo de arquétipos passados, ele se faz presente a cada momento,

Na alegria e na tristeza, ele se expressa no minuto mais longínquo e o torna presente,

Paulatinamente, e de um modo meticuloso, ele se apodera de todos os sentidos,

Fico tremulo e perco a voz. Estou nervoso? Não. Estou medroso.

 

Não posso mais continuar elucidar a você leitor,

Porque tenho medo.

 

                                                                                                                                                                                                                                                                                 Felipe 14/09

Soneto doido

•outubro 7, 2010 • Deixe um comentário

O homem insiste em continuar destruir,

Destrói tudo, não importa a quem pertença

As obras divinas e as próprias obras

As relações afetivas que foi difícil construir;

 

Seu amor é muito abrupto e perecível,

Não consegue perceber a sua ruína,

E quando desperta, já é tarde demais

Torna-se cada vez menos suscetível

 

Muitas vezes não ouve o telefone tocar,

E quando atende, não sabe o que falar

Já não pertence mais a este mundo

 

E quando o mundo acabar,

Aqueles que estão no bar irão para igreja

E os da igreja irão para o bar

 

                                                                                                                                                                                                                                            Felipe 26/09